sábado, 29 de janeiro de 2011

Mantega e o preconceito contra aqueles velhos.

Com um sorriso imbecil no rosto, Guido Mantega, ministro da Fazenda, respondeu às críticas do FMI às fraudes contábeis que ele organizou para mascarar a explosão dos gastos públicos, criando um superavit primário que só existe no papel: 

"Acho que o diretor gerente do FMI deve ter saído de férias e algum daqueles velhos ortodoxos do FMI escreveu esse monitor." 

Na falta de argumentos técnicos para contestar a avaliação do FMI, Mantega apelou para a discriminação e o preconceito contra economistas com idade mais avançada do que a sua, que vai completar 62 anos em abril próximo. Um argumento imbecil e idiota, além de mentiroso. O Fiscal Affairs Department é composto por economistas de primeira linha. Não depende de ingerências. É dirigido por Carlos Cotarelli, cujo perfil está aqui, considerado um dos maiores especialistas mundiais em políticas fiscais de países emergentes. Guido Mantega nunca teve nível para ocupar a função em que está. De vez em quando, ele comprova a sua falta de qualidade. Desta vez, além de preparo técnico, também faltou caráter.

O ataque do tucano.



De uma hora para outra, ele ficou agressivo. Uia! Quem o viu na eleição, apanhando do Dutra, nem acredita na combatividade que vê agora. Depois de tentar permanecer no cargo de presidente do partido com o golpe do abaixo-assinado, o senador que foi rebaixado para deputado, Sérgio Guerra (PSDB-PE), do estado onde José Serra não ganhou as eleições em nenhum município porque o "correligionário" mandou os prefeitos trabalharem para Dilma, continua tentando ganhar no bico. Por trás dele, a mão cheia de milho de Traécio Silvério Neves. Esta é do Painel da Folha:

Calculadora Sérgio Guerra (PE) avisa a aliados de José Serra que não desistirá da candidatura a novo mandato na presidência do PSDB. O senador diz contar com apoio expresso de seis dos oito governadores tucanos, além da "quase unanimidade" das bancadas na Câmara e Senado.  

E leiam, abaixo, a patética entrevista do pernambucano, que, após tentar o golpe, antecipando um debate de forma desnecessária e extemporânea, tem a petulância de dizer que não falou com Traécio Silvério Neves. Cliquem na imagem para ampliar.


Governo pratica uma gigantesca fraude contábil para inflar o superavit primário.

Um grande escândalo. O governo do ex-presidente velhaco e o seu pinguim Guido Mantega , ministro da Fazenda, fraudaram as contas públicas para criar um superavit fiscal fantasma, apenas contábil, usando todos os tipos de truques e maquiagem, com a cumplicidade de estatais. 

O governo contabilizou como receita uma diferença de R$ 32 bilhões da operação de repasse de reservas do Pré-Sal para a Petrobras e mais R$ 4 bilhões de um depósito judicial da Caixa Econômica Federal. Além disso, o governo também usou artifícios contáveis para aumentar o resultado fiscal que somaram pelo menos outros R$ 17,7 bilhões. Desse total, R$ 8,9 bilhões vieram do recebimento de depósitos judiciais feitos antes de 1998 e R$ 4,7 bilhões foram obtidos com a renegociação das dívidas de contribuintes com a União. 

Assim sendo, do superavit anunciado de R$ 78,9 bilhões, o número cai para pouco mais de R$ 20 bilhões,  configurando uma gigantesca fraude contábil, que mereceu um alerta oficial do Fundo Monetário Internacional.

Caso do terrorista assassino Battisti: tirando o corpo fora, Dilma diz aos italianos que a culpa é do STF.

Em carta ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, segundo informações da Folha de São Paulo,  Dilma Rousseff classificou de "injustas" as manifestações contra o Brasil por causa da decisão do ex-presidente velhaco de não extraditar o terrorista Cesare Battisti. "Lamento que esse episódio [o caso Battisti] se tenha prestado a manifestações injustas em relação ao Brasil, a meu governo e ao ex-presidente Lula", escreveu ela. Na sua resposta, Dilma disse que a posição adotada por Lula foi baseada em parecer da Advocacia-Geral da União e "não envolve qualquer juízo de valor sobre a Justiça italiana, menos ainda sobre a vigência do Estado de Direito no país". E tentou jogar a tensão entre Brasil e Itália a "divergências jurídicas" e disse que o Supremo Tribunal Federal irá se manifestar sobre o tema ao retomar os trabalhos, na próxima semana. Ou seja: qualquer coisa, a culpa é do STF.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quem pagou?

Ao fundo, o jatinho que levou a turma do Instituto 51 para Ubá, Minas Gerais. Quem pagou o frete?

Renuncia, Sérgio Guerra.

Se o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, está sendo desqualificado por deputados e até por governadores do próprio partido porque tentou manter o cargo na base do golpe, não seria melhor renunciar e chamar novas eleições?

Alô, é do aeroporto de Ubá?

Segundo informações, o velhaco chegou hoje à tarde no Aeroporto de Ubá, de onde deslocou-se para Viçosa, onde receberá o titulo de doutor honoris causa da vemelhada da UFV. A pista tem 1.080 metros. Foi avião de carreira? Foi jatinho? Quem pagou? Quem emprestou? Alô, imprensa! É do Aeroporto de Ubá? O fone é (032)3532-8882.

Nível é nível.

Da coluna do Ricardo Setti, na Veja:

Atendendo a várias solicitações de leitores, aqui vai a informação oficial: nenhuma pessoa da família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da falecida dona Ruth Cardoso — filhos, netos, genros, irmãos — solicitou passaporte diplomático durante seu governo (1995-2003). Depois que FHC deixou o Planalto, ele e dona Ruth — como dispõe a legislação — passaram a ter o passaporte. Hoje, apenas FHC porta o documento.

"Multidão" de 70 pessoas protesta a favor do terrorista assassino Cesare Battisti.

Um ato em defesa de Cesare Battisti, pivô de um impasse diplomático entre Brasil e Itália, levou no começo da tarde desta sexta-feira (28) cerca de 70 pessoas à calçada em frente ao consulado italiano, na avenida Paulista, em São Paulo. Manifestantes estenderam faixas em frente ao prédio, que fica próximo ao Conjunto Nacional e à estação de metrô Consolação. Lia-se nelas: "Liberdade a Cesare Battisti" e "Não à criminalização de Cesare Battisti e [dos] movimentos sociais".Leia mais aqui. Suplicy, Porquinho Cardozo, Tarso Genro e outros defensores não marcaram presença.

Dilma peita centrais e sobe no máximo R$ 5 no salário mínimo.

 
"O que nós queremos saber é se as centrais querem ou não a manutenção desse acordo pelo período do nosso governo", avisou Dilma Rousseff, hoje, em Porto Alegre. "E se querem, o que nós propomos é R$ 545." Até parece que quem vai sofrer são as centrais pelegas e não milhões de aposentados e assalariados.

"A memória é nossa alma", afirma Dilma.

A frase foi pronunciada por Dilma Rousseff, ontem, em cerimônia em homenagem às vítimas do holocausto. A presidente aproveitou o momento para fazer propaganda subliminar da Comissão da Verdade, afirmando que o Brasil não pode compactuar com violações de direitos humanos. Deveria dizer isto para o seu antecessor, que compactuou com a morte de Orlando Zapata Tamayo, em Cuba, além da prisão e condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi, no Irã. Deveria aproveitar e anunciar, na frente de Tarso Genro, ex-ministro da Justiça responsável pelo refúgio do terrorista assassino italiano Cesare Battisti, que vai rever a decisão e autorizar a extradição. Além disso, poderia ter comunicado que vai, finalmente, declarar as FARC como grupo terrorista. Para resolver estes casos, tão recentes na memória dos brasileiros, não precisa de pá e picareta. Basta uma caneta.

Antes que.

Antes que algum mal intencionado venha a este blog para dizer que ele prega contra os brasileiros nascidos em Minas Gerais, que fique registrado que aqui ninguém tem nada contra os brasileiros nascidos em Minas Gerais. Mas tem tudo, tudo mesmo, contra mineiros que colocam o acidente geográfico à frente da sua nacionalidade. Via de regra o que confrontamos neste blog é a forma dos políticos mineiros fazerem política. Não há coisa mais demodê do que bradar a força das "montanhas de Minas", como se elas fossem melhores do que as montanhas do resto do Brasil. Foi esta forma nojenta de emprestar patriotismo para o que não é pátria, é parte, que gerou os dois mensalões, tanto o do PT quanto o do PSDB. Foi esta forma interesseira de unir corruptos "em nome do povo de Minas" que está gerando este movimento de confronto com o estado de São Paulo, além de expressões como "Projeto Minas" e frases como " chegou a hora de Minas". A dissimulação do político mineiro, via de regra, não combina com as novas mídias, que escancaram a verdade em poucos minutos. O método de comprar jornais e jornalistas, tão comum naquele estado, não resiste à força da internet. Não existe mais lugar para esta coisa jeca de regionalismos na política. A política, hoje, exige que os protagonistas ponham a cara à tapa, defendam os seus pontos-de-vista, lutem pelos seus espaços e não usem terceiros como testas-de-ferro. Quem optar por aquele velho jeito  rasteiro de fazer política, sem honestidade e sem transparência, vai quebrar a cara. Não há mais lugar para tropa de choque. Não há mais sentido para grupelhos. Não há espaço para líderes covardes e traidores. A propósito, por onde anda Traécio Silvério Neves? Viajando de novo?
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Noticia publicada hoje, no jornal O Tempo, de Minas Gerais. Os "amarelos" são nossos: 

Aos poucos, o grupo do PSDB ligado ao senador eleito Aécio Neves vai conseguindo se impor dentro do partido e aglutinando forças ao seu redor. Os tucanos mineiros já consideram como "praticamente assegurada" a reeleição do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). Anteontem, numa reunião, 53 dos 55 deputados federais do partido, que estavam presentes, assinaram um manifesto de apoio a Guerra.

Na prática, os parlamentares reduzem o poder de fogo do candidato tucano derrotado à Presidência José Serra, que teria a intenção de comandar o PSDB, e aumentam o de Aécio, que quer se candidatar à Presidência, em 2014. Ao mesmo tempo que se mobiliza em busca da reeleição de Sérgio Guerra, o grupo tucano já tratou de se mover no Senado. Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM), que foram derrotados nas últimas eleições, iriam, respectivamente, para o comando do Instituto Teotônio Vilela (ITV) e para a diretoria de relações internacionais do partido.


Ambos são aliados de Aécio e poderiam ser fundamentais nos planos do mineiro de chegar ao Palácio do Planalto. "São indicações que se fortalecem a todo momento dentro do partido", afirma um tucano, que pediu para não ter o nome divulgado.


Para contribuir com a possível candidatura de Aécio à Presidência da República em 2014, os tucanos de Minas Gerais vêm ainda uma outra possibilidade: ceder a secretaria geral do partido, atualmente ocupada pelo deputado federal Rodrigo de Castro. O posto é estratégico no organograma do partido, mas os mineiros sabem que precisarão se aliar com tucanos de alta plumagem de outros Estados para dar a força necessária aos planos de uma candidatura aecista.


O próprio Rodrigo de Castro, um dos aliados mais próximos ao senador eleito, já teria admitido a hipótese de deixar a secretaria geral do partido, caso isso seja necessário, em nome de uma composição nacional dentro do PSDB. O parlamentar, entretanto, ainda costuraria algum espaço dentro da executiva nacional do partido.


TÁTICA. Caso Serra resolva espernear e reclamar publicamente de estar sendo minado dentro do PSDB, os tucanos de Minas já têm um argumento na ponta da língua: "Serra nunca disse publicamente que seria candidato a presidente do PSDB. Não é possível que ele esteja repetindo o que fez, quando definiu que seria candidato à Presidência da República, anunciando somente na última hora. Seria novamente uma tática suicida", ironiza um tucano paulista, aliado de Aécio.


Nos próximos dias, o PSDB de Minas Gerais deve se reunir para traçar uma "tática de guerra". Os tucanos do Estado querem demonstrar, com isso, poder de organização e decisão para tocarem as estratégias da corrida presidencial. Na tropa de choque, estão Rodrigo de Castro, o secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro, o governador Antonio Anastasia e o presidente do PSDB no Estado, Nárcio Rodrigues.

Ives Gandra e a Comissão da Verdade.

Sou um admirador das séries de "Star Trek". Suas edições refletem muito a história da humanidade. Os Borgs são um povo de humanos robotizados e respondem a um comando central único, que pretende ""assimilar" todos os povos do universo. Assimilar é fazer com que pensem rigorosamente como eles e obedeçam como uma só unidade. Senão, são mortos. 

Os Borgs representam as ditaduras ideológicas, que não admitem contestação e que procuram dominar os povos, eliminando as oposições e as verdadeiras democracias. Se a 1ª Guerra Mundial foi um embate pela realocação de poderes na Europa, a 2ª Guerra já foi uma guerra entre as democracias e os regimes totalitários (alemão, italiano e russo, visto que, no início, Stálin apoiou Hitler na invasão à Polônia).
A vitória de princípios democráticos naquele conflito, que gerou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10/12/1948, nem por isso eliminou essa luta permanente entre ideologias totalitárias, que não admitem contestação e que continuam poluindo a convivência das nações e das democracias.

Rawls, em dois de seus livros, "Uma Teoria da Justiça" e "Direito e Democracia", mostra que a democracia só pode ser vivida se as teorias políticas não forem abrangentes em demasia e possam conviver, em suas diversidades, com outras maneiras de pensar. Teorias abrangentes provocam a eliminação dos opositores ou a "assimilação", no estilo dos Borgs da "Star Trek", daqueles que vivem sob seu jugo.  Estamos no início de um novo governo, tendo a presidente sinalizado, mais de uma vez, que quer fazer um governo de união, mas com respeito aos opositores. Não creio que a Comissão da Verdade venha auxiliar muito esse seu projeto, na medida em que, sobre relembrar fantasmas do passado e rememorar dolorosos momentos de história em que militares e guerrilheiros torturaram e mataram, tende a abrir feridas e a acirrar ânimos.

Como ex-conselheiro da seccional de São Paulo da OAB, durante seis anos no período de exceção, estou convencido de que com a arma da palavra fizemos muito mais pela redemocratização do que os guerrilheiros com suas armas, que, a meu ver, só atrasaram tal processo.  À evidência, sou favorável a que os historiadores -e não os políticos- examinem, pela perspectiva do tempo, o ocorrido naquele período, pois não são os políticos que contam a história, mas, sim, aqueles que se preparam para estudá-la e examinam-na sem preconceitos ou espírito de vingança.  Apoio, entretanto, o entendimento do ministro Nelson Jobim de que, se for instalada Comissão da Verdade, ela deve refletir o pensamento dos dois lados do conflito.

Tenho fundados receios de que uma pequena ala de radicais, a título de defender "direitos humanos" por um único e distorcido enfoque -e os vocábulos permitem uma flexibilização infinita para todos os gostos-, pretenderá "assimilar", à maneira dos Borgs na "Star Trek", todos os que não pensem da mesma maneira, transformando uma Comissão da Verdade em Comissão da Vingança.  Pessoalmente, como combati o regime de então -sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos felizmente arquivados- e participei da Anistia Internacional, enquanto tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à vontade para criticar a "ideologização" dos fatos passados, a meu ver enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.  Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira história da época, pois são para isso os mais habilitados.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 75, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio. Artigo publicado hoje, na Folha de São Paulo.

Valdinice.

O repórter Valdo Cruz, da Folha de São Paulo, continua na sua incrível produção de, digamos, valdinices. Vejam este parágrafo que abre uma matéria investigativa sobre o comportamento de Dilma em relação à imprensa:

Dilma Rousseff não quer assumir o tom de guerra contra a imprensa do governo Lula, mas isso não significa que seu relacionamento com a mídia será sempre amistoso. Pelo contrário, tende a ter seus conflitos, mais no varejo do que no atacado.

Ou seja, tudo pode acontecer. Brilhante!

Meio turno.

A presidente Dilma continua com uma agenda frenética. Acorda no Rio Grande do Sul, toma café com Tarso Genro, pega o Vassourão às 11 no Salgado Filho, chega em Brasília às 13 e vai pra casa decansar. A agenda oficial informa que o último compromisso é voar para o fim de semana esticado, com direito a meio turno na sexta.

Não precisava ter levado o crucifixo.

Clique e amplie a matéria de O Globo para ler.

O Greenpeace manda até na agenda da Dilma, com o patrocínio do Banco do Brasil.

Este Greepeace não é fácil não. Depois de assumir o comando da área de empréstimos do Banco do Brasil, agora também comanda a agenda da Dilma. Explico. O Banco do Brasl compra relatório da ONG para saber se o produtor rural pode receber financiamento à produção. Uma vergonha. Mesmo assim, não está no pacote o apoio irrestrito ao governo. Por isso, o Greenpeace acaba de fazer Dilma cancelar a presença na inauguração de uma usina, no Rio Grande do Sul, pois estava organizando um mega protesto por ocasião do evento. Como todos sabemos, todo petista tem o rabo preso com alguma ONG. Com o Greenpeace, que manda até no Banco do Brasil, tem mais do que o rabo. Tem os chifres também.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Olho nele.

O ex-cara vai amanhã a Minas Gerais, mais especificamente a Viçosa, receber um título de doutor honoris causa. É a primeira viagem interestadual sem direito às mordomias aéreas. Resta saber como é que ele vai. Vai fretar um jatinho? Vai de avião de carreira? Vai encarar 650 km de estrada? Quem vai pagar a viagem?A Universidade Federal de Viçosa não pode. Olho nele.

Quer dizer que agora o Serra faz parte da tradicional família mineira? Ah, sei.

Perdão, mas a piada estava pronta. ''Somos uma família e temos que crescer. Não há razão para que um prejudique o outro no momento em que nos é exigido uma união familiar'', amenizou nesta quinta-feira o novo líder da minoria na Câmara, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) - um dos principais aliados do ex-governador mineiro Traécio Silvério Neves. E completou: "Os mineiros respeitam o José Serra e reconhecem a importância do seu papel como representante do PSDB e da oposição". Com todo o respeito: grande bosta que são os políticos mineiros diante dos brasileiros. Está na hora dos mineiros de verdade, que pensam no Brasil em primeiro lugar, darem um basta nesta palhaçada. Minas, na visão dos seus políticos, está se achando muito. É hora do Brasil mandar um recadinho franco e direto para os que se acham donos de Minas: menos, menos.

O medo de Sérgio Guerra é que Serra queira organizar o PSDB no Pernambuco.

Sérgio Guerra(PSDB-PE), presidente do partido, está sendo acusado de traição por Jutahy Magalhães Jr (PSDB-BA). Tem toda a razão. O pernambucano quer continuar no partido não só para servir Traécio Silvério Neves. É para proteger o seu feudo. Vocês sabem em quantas cidades do Pernambuco o candidato José Serra venceu Dilma Rousseff? Em nenhuma! Sabem quantos prefeitos o PSDB tem no estado do presidente do partido? Dezessete! José Serra quer reorganizar e fortalecer o partido onde ele é fraco e não existe. Deveria começar pela terra do atual presidente que, se tivesse um pingo de vergonha na cara, já teria pedido demissão do cargo. Mas não. Ontem armou uma mentira para angariar apoio e se perpetuar no cargo. Vergonhoso. Indigno, como acusou o deputado baiano.

Hora de separar os homens dos meninos e o joio do trigo. Kassab avisa: está no DEM e vai brigar na convenção.

O prefeito Gilberto Kassab(DEM-SP) voltou a negar a sua saída do DEM para o PMDB. "No campo partidário, eu posso afirmar que não há entendimento nenhum. O que existe, neste momento, é minha disposição em contribuir com o DEM para que, na convenção (nacional) de março, nós possamos ter o melhor resultado possível para o fortalecimento do partido", disse. A declaração foi dada hoje à tarde e tuitada pelo deputado federal Paulo Bornhausen(DEM-SC). Estamos de olho.

Hora de separar os homens dos meninos e o joio do trigo. Alckmin avisa: está com Serra.

Um dia depois da divulgação de um abaixo-assinado em favor da recondução de Sérgio Guerra à presidência do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (27) que a discussão é "extemporânea". E que, se quiser concorrer, o ex-governador José Serra terá seu apoio. "Nem sei se o Serra será candidato a presidente do partido. Mas, se quiser, terá meu integral apoio", disse Alckmin, afirmando, no entanto, que essa discussão deverá ocorrer em maio. Na manhã de ontem, após um telefonema de Guerra a Alckmin, deputados do PSDB --inclusive secretários do governo de São Paulo-- assinaram documento de apoio à reeleição do senador. Segundo tucanos, Alckmin chegou a ser consultado por deputados já com a reunião em curso. Mas, naquele momento, não deteve o movimento porque já estava lançado. Após a deflagração de uma crise no PSDB, Alckmin afirmou ter sugerido a Guerra que esperasse um pouco mais. "Essa é uma questão extemporânea. [...] Ontem, quando o Sérgio Guerra me telefonou, disse a ele minha opinião", afirmou Alckmin. Mas, ainda de acordo com tucanos, Guerra teria alegado que todos os governadores apoiavam o documento.( Da Folha Poder)

Nova regra na área de comentários.

Na falta de oposição no Brasil, este Blog vai cumprir a sua parte. A partir de hoje, os traecistas serão tratados como os petralhas e não terão mais espaço para incensar o projeto pessoal de Aécio Silvério Neves.  Aqui não, trairão! De agora em diante, traecista=petralha. É um bom teste. Se a audiência do Blog desabar é porque eles são fortes. Se cair só um pouquinho é porque existem. Se tudo ficar como está é porque são inexpressivos. Apenas para ficar registrado: este blog não é serrista que, aliás, é um rótulo inventado pelos traecistas. Este Blog, como sempre, apenas quer que a oposição não vire a cara para o eleitor. E muito menos o bumbum para o PT.

O Projeto Aécio destrói a oposição para que ele seja o cara em 2018.

O Projeto Minas ou o projeto pessoal de Aécio Neves(PSDB) é composto dos seguintes pontos:
  1. Apoiar o governo Dilma Rousseff para impedir que Lula volte a ser candidato, em 2014. Para isso, trabalha para colocar a oposição de joelhos nos estados, na Câmara e no Senado, concedendo um grande governo à mineira. Isto é o que ele denomina de oposição republicana, propositiva e construtiva. A não oposição. 
  2. Entrar na eleição de 2014 para perder, com o único objetivo de tornar-se um nome nacional, tendo em vista que é um ilustre desconhecido da grande massa de eleitores.
  3. Destruir toda e qualquer resistência ao seu nome, no seu partido ou em partidos aliados, para que não surjam nomes que o impeçam de aliar-se ao PSB de Ciro Gomes. Isto explica a sua atuação para arrasar o DEM como partido político, levando o PSDB para a esquerda fisiológica nordestina.
  4. Construir uma candidatura efetivamente competitiva para 2018, quando o ex-presidente será muito velho para voltar e Dilma não poderá tentar a reeleição.
  5. Destruir José Serra imediatamente, com a ajuda de Geraldo Alckmin. Não é uma aliança, é uma trégua, pois os dois estarão disputando a candidatura em 2018.O paulista, ao que tudo indica, topou. A estratégia é empresarial: dois concorrentes se únem para acabar com um terceiro, deixando a briga entre si para mais tarde.
  6. Tanto Aécio Neves quanto Geraldo Alckmin têm alternativas para 2014: o mineiro tem mandato até 2018 e o paulista vai para a reeleição. E, principalmente, os dois têm a seu favor a juventude, ao contrário de Serra e do ex-presidente.
A única coisa que pode dar errado na estratégia do mineiro traiçoeiro é a reação dos adversários. Até Garrincha sabia disso.Se você, como eleitor, está disposto a ajudar a construir o Projeto Aécio, mobilize-se e ajude Dilma Rousseff e o PT a fazerem um grande governo, comandando o Brasil por mais oito anos. E depois votem naquele ex-jovem, já com os cabelos meio grisalhos, que vai instalar no Brasil a República do Vale Tudo, aliando-se com Deus e o Diabo para se manter no poder. De uma coisa você pode ter absoluta certeza: mesmo que não reconheça, terá saudades do PT.

No PSDB, senador que vira deputado e senador que não se elege valem mais do que um tucano com 44 milhões de votos.

O pernambucano Sérgio Guerra era senador e, agora, vai virar deputado federal. Não teve capital eleitoral para buscar a reeleição, mesmo que fosse presidente do PSDB. É um fracasso nas urnas. E mais: só foi eleito deputado federal porque traiu e apunhalou Jarbas Vasconcelos(PMDB) que foi candidato a governador do Pernambuco para ajudar a candidatura de José Serra (PSDB). A maioria dos prefeitos tucanos do estado foi instada por Sérgio Guerra a trabalhar para Dilma e para o governador Eduardo Campos(PSB).  Não foi só isso. Guerra também fracassou  na liderança na campanha eleitoral,  levando uma sova do incompetente José Eduardo Dutra, presidente do PT. Por esta e outras, Guerra deveria  era ter pedido demissão do cargo de presidente dos tucanos. Não. Quer continuar traindo José Serra, buscando a reeleição para colocar-se a soldo de Aécio Neves.

De outro lado, está um velho desafeto de José Serra, o ex-senador Tasso Jereissatti, que foi fragorosamente derrotado no Ceará, não conseguindo a reeleição. Como sempre dependeu de acordos espúrios não renovados com os irmãos Gomes, perdeu e avisou que iria encerrar a carreira política. Agora, apenas para trair José Serra como sempre traiu, Tasso ambiciona presidir o Instituto Teotônio Vilela e fechar o partido para o seu maior líder.

E para que ninguém conteste que no PSDB o que vale são os traidores e os políticos sem votos, lembrem que Serra teve, no Pernambuco, apenas 24%  dos votos . E no Ceará somente 22%. Guerra e Tasso são os grandes líderes destes estados. Eles querem comandar o partido.

Do twitter.

Ontem, ele tuitou a frase acima. José Serra conhece o PT melhor do que ninguém. Mas, aos poucos, a gente vai aprendendo. Leia aqui.

Para expurgar Serra do PSDB, Aécio organiza até abaixo-assinado.

Aliados do senador eleito Aécio Neves (MG) e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, endossaram uma operação que fecha as portas do comando do PSDB para o ex-governador José Serra. Derrotado na corrida presidencial, Serra manifesta interesse pela direção da sigla para se manter em evidência. Numa articulação desenhada anteontem, alckmistas e aecistas lideraram abaixo-assinado pela recondução do senador Sérgio Guerra à presidência do partido.

Consultado sobre a redação do abaixo-assinado, Aécio disse que o apoiaria desde que tivesse aval de Alckmin. Segundo a Folha apurou, Guerra ligou para Alckmin na manhã de ontem para falar sobre o documento. Admitindo não ter consultado Serra, Guerra nega ter participado da elaboração do documento idealizado por senadores do PSDB. "É um documento dos deputados." A operação foi posta em prática na manhã de ontem, durante reunião da bancada do PSDB para eleição de Duarte Nogueira (SP) para a liderança do partido na Câmara, quando mais adesões à ideia foram obtidas. 

"Não sabia de nada", disse o presidente do PSDB de São Paulo, Mendes Thame, que assinou o documento. O abaixo-assinado reuniu assinatura de 53 dos 55 deputados presentes à reunião. "É um aviltamento à democracia interna do PSDB tentar reeleger o presidente em reunião para escolha do líder", protestou o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (SP), defensor do nome de Serra para presidir o partido. "Houve um rolo compressor. Eles assinaram sob constrangimento", emendou.

Segundo participantes da costura, a recente movimentação de Serra precipitou a elaboração de um abaixo-assinado em favor de Guerra. O ex-governador manifestou disposição de participar da reunião dos deputados, o que foi encarado como sinal de que pretende interferir nos rumos do partido. Um dos articuladores da operação, o senador Cícero Lucena (PB) disse "não entender a reação". "Serra nunca me disse que era candidato à presidência do partido."

Aecistas também atribuíram a Serra o vazamento da informação de que o publicitário indicado pelo ex-governador para produção do programa do PSDB é réu no processo do mensalão mineiro. Aliados de Aécio e tucanos de Pernambuco deram início à campanha para nomeação do senador Tasso Jereissati (CE) na presidência do Instituto Teotonio Vilela -outro destino cogitado por Serra.

A matéria é da Folha de São Paulo

Adivinha de onde veio a denúncia.

Ontem, a Folha de São Paulo deu manchete de capa para a notícia de que o presidente do TCU ministra palestras para empresas que o órgão audita, sendo remunerada por elas. O espalhafato da Folha teria sentido se o presidente do tribunal tivesse cometido alguma irregularidade na fiscalização. Em não sendo assim, nada que Gilmar Mendes, presidente do STF não tenha feito com o seu instituto de pós-graduação contratado pelo governo federal. 
A explicação para a manchete da Folha não demorou 24 horas para ficar escancarada. Em sessão extraordinária reservada realizada no dia 19, os ministros do Tribunal de Contas da União julgaram procedente uma acusação contra a Fundação José Sarney, investigada por se apropriar de verba de patrocínio da Petrobras.

José Sarney é colunista da Folha de São Paulo. A notícia sobre a ação do TCU contra a sua fundação não mereceu a manchete principal. Foi jogada para o último cantinho da primeira página do jornal.

Caixa três.

O ex-presidente velhaco vai ter mais uma rendinha, além das que já tem: aposentado por invalidez, pensionista do regime militar e, agora, militante remunerado do PT. Deu no Painel da Folha:

O PT decidiu pagar um salário mensal de R$ 13 mil a Lula, que no próximo dia 10 receberá novamente o título simbólico de "presidente de honra" do partido. O contracheque será equivalente ao do presidente de fato do PT, José Eduardo Dutra. O novo salário de Lula se soma às duas aposentadorias que ele recebe -uma de anistiado político, outra por invalidez devido à perda do dedo- e às palestras que devem engordar seu caixa a partir de março. "Não tem por que não pagar. Ele é um importante dirigente político, está se dispondo a trabalhar junto com o PT", argumenta José Eduardo Dutra.

Retroativo O salário de Lula vale já a partir de janeiro. Como o estatuto da legenda não prevê pagamento para cargo simbólico, o ex-presidente terá carteira assinada como assessor do PT, mesma situação montada para Dilma Rousseff na campanha.

Caderneta Segundo aliados do ex-presidente, suas aposentadorias somam R$ 9 mil ao mês. No patrimônio declarado em 2006, havia R$ 478 mil em aplicações financeiras, em valores da época. Há no PT defesa da equiparação do salário dos dirigentes partidários ao dos congressistas -R$ 26,7 mil.
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Comentário: Alguém tinha que justificar o que virá por aí: o PT pagando jatinho e todas as mordomias para o seu presidente de honra, em plena campanha eleitoral para 2014, com o dinheiro do fundo partidário desviado para "esquentar" a contabilidade do velhaco.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dilma bane a bandeira do Brasil para esconder agenda.

No governo da presidente Dilma Rousseff, deixou de vigorar a regra de quase 40 anos segundo a qual a bandeira nacional e a bandeira verde com o brasão da República, chamadas de Pavilhão Presidencial, ficam hasteadas sempre que o chefe de Estado estiver no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada. A norma foi adotada em um decreto de 1972 do então presidente Emílio Garrastazu Médici. Foi revogada pelo decreto 7.419/2010, publicado no último dia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O G1(a matéria é de lá) apurou que a intenção de derrubar a norma é dar maior privacidade e mobilidade ao presidente. Durante o governo de transição, Dilma sempre exigiu discrição de seus assessores. Por duas vezes, ela deixou Brasília com destino a outros estados - no caso São Paulo e Rio Grande do Sul - e a informação do local de desembarque só foi confirmada horas depois pela assessoria. Como presidente eleita, Dilma optou por não ter uma agenda pública e evitar a divulgação de todas as reuniões que realizava durante o governo de transição.Com a revogação do decreto, o Pavilhão Presidencial só será arriado quando a presidente deixar a cidade.

Delúbio manda dizer que vai abrir o bico.

Este é o motivo para que o ex-presidente velhaco e sua cambada venham a público defender a volta imediata de Delúbio Soares. O tesoureiro do Mensalão e do Caixa Dois do PT mandou avisar que venceu o desodorante da cumpanherada, conforme combinado. Ele quer voltar. E não aceita que não seja  uma volta triunfal, carregado nos ombros do velhaco, no aniversário do partido. Ou abre o bico e a coisa vai feder.

(Obviamente, o blog não tem nenhum interesse em estragar a surpresa que vem dentro do bolo de aniversário)

Para certa imprensa, até parece que o dinheiro do PAC é do PT, não do país.

Uma onda de idiotice toma conta da imprensa brasileira. O Estadão abre manchete para dizer que o governador tucano do Paraná acaba de autorizar a primeira obra do PAC no seu estado. Mas e daí? A obra tem dinheiro federal, que é fruto dos impostos pagos pelos brasileiros, paranaenses obviamente incluidos. Queriam o quê? Que o governador tucano do Paraná recusasse? Que deixasse de construir mais de 600 casas para a população? O governo federal mandar dinheiro para o Paraná não é mais do que obrigação. O governo estadual receber e investir bem o dinheiro é o mínimo que se espera e exige. Tem jornalista que não sabe o que está dizendo e escrevendo. Eles continuam achando que o PAC é alguma coisa mais do que mero marketing eleitoreiro. Leia mais aqui.

PT paga R$ 12 bilhões pela compra da OI. Calma, PT é a Portugal Telecom. O outro PT deve levar no máximo uma comissão.

Lembram que a Telemar, que deu alguns milhões para o filho do velhaco, depois foi favorecida pela mudança da lei das telecomunicações? Pois é. Vejam a notícia da Exame:

As negociações entre Oi e Portugal Telecom se arrastam desde julho de 2010, e hoje (26/01) as empresas anunciaram a estruturação do negócio. Do ponto de vista financeiro, a operação permitirá à Oi capitalizar-se em até 12 bilhões de reais. A Portugal Telecom comprou a participação de cerca de 22,4% da Oi por 8,32 bilhões de reais. Para chegar nessa fatia, ela adquiriu 12,1% da controladora TMAR participações e 35% de duas acionistas da TMAR Participações, AG Telecom e La Fonte (ela comprou 35% de cada). A fatia dá direito à PT participar da governança da sociedade.

Omertá petista.

Por determinação da governanta do país, Furnas será comandada pelo PMDB. E a ordem é para que os petistas parem de disparar denúncias contra os peemedebistas, como se não tivessem o telhado de vidro. Omertá é a lei do silêncio imposta pela máfia italiana, que agora cai como uma luva no governo das furnas, cavernas e undergrounds por onde viceja a corrupção chucra e desembestada. Aos poucos, os vampiros sedentos vão sendo confortavelmente instalados. Sangra, Brasil.

Petista diz: ninguém no PT tem moral para impedir volta de Delúbio. Pura verdade.


"Delúbio Soares era o principal interlocutor junto aos demais núcleos da quadrilha. Ele era o homem operacional do esquema, aquele que indicava quem deveria receber o repasse, qual o valor e em que momento." Sustentação oral de Antônio Fernando de Souza, Procurador Geral da República

Delúbio Soares é o responsável pela eleição, à base de caixa dois, de grande parte do PT. Inclusive do próprio Lula. Depois organizou, junto com José Dirceu e com José Genoino, o mensalão que, também com dinheiro desviado dos cofres públicos, comprava apoios de deputados corruptos. Foi assim que o PT se transformou em uma sofisticada organização criminosa, segundo o Procurador Geral da República grafou no processo que rola, rola e rola no STF. O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, que a exemplo do presidente do partido, José Eduardo Dutra, também bloqueou o Coronel no twitter, declarou para a Folha de São Paulo:

"Como é que nós vamos dizer que ele não pode se filiar? Nenhum de nós(do diretório) tem condição moral ou política de dizer que ele não pode militar no PT."

Nunca alguém do PT fez a avaliação mais correta sobre o mensalão e sobre Delúbio Soares. Ninguém lá dentro tem moral para impedir que um companheiro que tantos serviços prestou ao partido, com provas testemunhais e documentais de formação de quadrilha, corrupção ativa, entre outros crimes, retorne ao seu posto de destaque. Sem dúvida, Delubio honra o seu partido.
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André Vargas é um petista que deve defender Delúbio Soares de olhos fechados. Vejam a sua folha corrida. É réu por improbidade administrativa. Foi pedida a indisponibilidade de seus bens. Segundo a imprensa, participou de esquema de caixa dois durante a campanha de reeleição de Nedson Micheletti à prefeitura de Londrina, em 2004. É investigado por ter participado do esquema gafanhoto, que consistiria na movimentação do salário de servidores da assembléia legislativa do Paraná por terceiros. Ninguém tem moral  no PT para impedir a volta de Delúbio. Muito menos ele. 
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Para reavivar a memória, clique aqui e relembre a sustentação oral do Procurador Geral da República, quando da apresentação da denúncia do Mensalão.

Se a empresa favorecida pelo lobby da Erenice foi extirpada dos Correios, por que ainda não pegaram esta senhora?

Protagonista do escândalo que mergulhou os Correios numa crise em 2010, a MTA Linhas Aéreas foi impedida de fazer contratos com a estatal por cinco anos. Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" de ontem revelou que a empresa de transporte de carga aérea foi declarada inidônea pela estatal por descumprir contratos, o que levou ao atraso de entrega de correspondências. A MTA foi multada pela estatal em mais de R$ 1 milhão. 

A empresa também foi citada na crise que derrubou a então ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no governo Lula. A MTA contratou uma consultoria de lobby dos filhos de Erenice para agilizar a renovação da concessão para voar. A então ministra também indicou para os Correios um ex-dirigente da empresa, demitido após o vínculo ser revelado pela imprensa.

A estatal abriu em 8 de outubro o processo de rescisão do contrato com a MTA que englobava as linhas Guarulhos-Salvador e Guarulhos-Recife. Segundo a estatal, não haverá contratação emergencial para substituir a MTA, pois os serviços prestados já foram ou estão sendo substituídos por outras empresas. Conforme a Anac, a MTA continua operando com transporte em Manaus, São Paulo, Buenos Aires e Miami atendendo empresas particulares. ( Matéria da Folha de São Paulo)

Floripa tão bela não é Cuba. Sai pra lá, assombração!

Este blog, bem depois do OrlandoTambosi, já havia tocado no tema. O Aluizio Amorim também está indignado. O fato chegou, hoje, ao Reinaldo Azevedo. Leiam aqui. Teremos, no carnaval de 2011,duas Floripas na avenida. Na passarela Nego Quirido, a Floripa que canta a tirania e a ditadura de Cuba, através de uma escola que representa a Lagoa da Conceição, onde o metro quadrado custa mais de R$ 5 mil.  Lá na Marquês de Sapucaí, teremos a Acadêmicos do Grande Rio, que canta e samba as belezas desta ilha que não é Cuba e nem nunca será. 

O samba dos "comunas" da Lagoa da Conceição diz assim:

Fidel e Che fizeram história
Me levam na busca por um ideal
Que vai embalar, nosso carnaval!


No que nós, florianapolitanos de nascimento ou de coração, respondemos na batida da Grande Rio:

Eu também sou carijó
E bendito o meu lugar
Rezei forte nesse chão
Sai pra lá assombração
Já peguei meu patuá


Abaixo, o samba-enredo da Floripa bela, que pode ser curtido na íntegra no site da Grande Rio:


Me engana que eu gosto.

O jogo de cena do aumento do salário mínimo continua. Os pelegos das centrais sindicais estão jogando para a platéia e, sob as ordens de Gilberto Coveiro Carvalho, executam a estratégia com perfeição. Paulinho do BNDES Sindical e a turma de companheiros sairá da derradeira reunião com ar entristecido e afirmando, para delírio da imprensa amestrada: " tentamos de todas as formas, mas ela é durona demais". A manchete do outro dia será: " Dilma endurece e vence batalha contra as centrais sindicais" .Ainda falta uma mandato inteiro para a próxima eleição. E o eleitor tem a memória tão mínima quanto o seu salário.

Precisava mais férias.

Um dos fernandinhos da Folha de São Paulo voltou de férias. Não deveria. Precisava descansar mais para botar a casa lá de cima em ordem. A sua conclusão sobre o evento de São Paulo é que Dilma e o ex-presidente velhaco tem estilos diferentes. Dilma reservou palavras de respeito e até carinho pelo prefeito Kassab e pelo governador Alckmin, afirmando que iria continuar com as parcerias com o estado e a capital. Já o antecessor, segundo um dos fernandinhos, falava em extirpar adversários. Péssimo exemplo na tentativa de iniciar o ano de trabalho dando uma puxada de saco na Dilma. O ex-presidente velhaco disse o que disse em cima de uma palanque, a presidente disse o que disse em uma inusitada cerimônia de entrega de medalha a um moribundo.O fernandinho da Folha não deu uma espiada nas fotos oficiais do evento, publicadas pela presidência no seu site. Ali sim, está a verdadeira Dilma, que extirpou o governador, o prefeito e próprio vice das imagens, reservando os abraços e sorrisos exclusivamente para o seu mentor.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Síndrome de Shure.

Hoje o ex-presidente velhaco apresentou publicamente os primeiros sintomas da Síndrome de Shure. Olhava com lascívia para o microfone passando de mão em mão, bem à sua frente. Durante o discurso de Alckmin, que saboreava e mastigava cada palavra com aquela inconfundível entonação, o velhaco tamborilava com os dedos nervosamente na cadeira. Inconveniente como sempre, José Highlander Alencar, o homenageado, ainda fez aquela comparação do tamanho do discurso com o comprimento do vestido da mulher.O velhaco quase caiu da cadeira. Quem sofre da Síndrome de Shure não pode ouvir a palavra discurso, pois corre o risco de surtar. Os presentes não sabem o risco que correram. Ainda bem que ali estava meio Hospital Sírio-Libanês para atender o pobre em convulsão, em plena crise de abstinência. Por recomendação médica, a cerimônia foi curta. Ainda bem.

Ideli vai conhecer os peixinhos do Tibre

Nem bem fechou um mês no cargo e Ideli Salvatti, a ministra dos Peixes, já vai fazer uma viagem de sete dias para Roma, capital italiana. No primeiro dia, a ministra da Pesca informou ao governo que bancará as despesas do próprio bolso, “por motivo de ordem particular”. Ela vai participar da 29ª Reunião do Comitê de Pesca da FAO, órgão da ONU.  Este comitê se reúne umas dezoito vezes por ano e é frequentado por funcionários de quinto escalão. Se fosse em Adis Abeba, será que ela iria?

Bem feito pra ti, Kassab.

Nas fotos disponibilizadas no site da Presidência da República, uma grossura sem precedentes. Mesmo que o evento seja o aniversário de São Paulo e o convite tenha sido feito pela Prefeitura da cidade,  em nenhuma imagem aparece o anfitrião da festa, prefeito Gilberto Kassab(DEM). Das dez fotos publicadas, o ex-presidente aparece em nove. Em apenas uma, a presidente Dilma Rousseff está sozinha com José Alencar. Nas demais, sempre com o chefe. Em apenas uma, aparece o vice atual Michel Temer. Bem feito pra ti, Kassab. Queimou o filme, ficou mal da foto, olha o passarinho...

Atualizando: botaram mais quatro fotos e nada do Kassab e do Alckmin...

Do twitter.

A turma do twitter está antecipando o Programa do PSDB, com Sérgio Guerra e FHC como estrelas, que irá ao ar no dia 3 de fevereiro. A tuitada é do Ronaldo Marques, que é blogueiro, para o Sharp Random,  velho e desconhecido amigo, um dos anônimos mais geniais da blogosfera, tuitosfera, webosfera ...

Dilma ainda não disse a que veio. O que pode dizer muito.

Em 25 dias de governo, Dilma Rousseff não tomou uma única decisão com começo, meio e fim, que tivesse alguma relevância para o país. Nenhum projeto e nenhum programa saíram da sua mesa de trabalho. Cancelou a compra dos caças Rafale por absoluta falta de dinheiro. Diante da tragédia do Rio, agiu como uma burocrata, aplicando a cartilha. Demitiu o secretário nacional do combate às drogas, mas ninguém sabe o que ela pensa a respeito. Proibiu o que já era proibido, tanto no caso dos jatinhos quanto dos passaportes dos filhos do velhaco. Estamos esquecendo alguma coisa?  Até agora, é o governo dos recadinhos, das fofoquinhas, do diz-que-me-diz-que. Deu apenas uma única entrevista, mesmo assim ao lado do verborrágico e inconveniente Sérgio Cabral, para não ter que enfrentar a situação sozinha. Dilma, até agora, não disse a que veio. O que pode dizer muito. O único fato de impacto na sua breve gestão foi uma reunião de três horas, a portas fechadas, com o ex-presidente e mentor. Hoje, no feriado de São Paulo, onde ele também estará presente, é possível que aconteça um novo e misterioso encontro. Além da presença na cerimonia para medalhar José Alencar, este será o único compromisso da sua agenda. O que pode dizer muito.

Jogo de cartas marcadas.

As centrais sindicais já declararam que estão em pé de guerra com o governo, por causa do reajuste do salário mínimo. Querem elevar o valor de R$ 545 para R$ 580. Dilma ofereceu, em troca, a correção da tabela do IR, uma merreca que não tem impacto algum para o trabalhador e o aposentado que tem o ganho vinculado ao mínimo. É jogo de cartas marcadas. Uma cadeira em um Conselho de Administração de estatal, uma indicação para o Ministério do Trabalho, uma ordem para a Polícia Federal parar de investigar a ONG da mulher do Paulinho são as moedas de troca. As centrais sindicais estão entupidas de dinheiro. As festas que promoviam e pagavam são bancadas por estatais. Tudo que fazem é patrocinado. O dinheiro do imposto sindical entra limpinho. Nunca foram tão pelegos, mas é necessário fazer um jogo de cena. Greve? Passeata? Nem pensar. No máximo, entrevistas e declarações, sob a orientação do Gilberto Coveiro Carvalho, a ponte da Dilma com os movimentos sociais. É, central sindical virou movimento social.  Sim, o salário mínimo ainda vai subir um pouquinho, para R$ 550. E ninguém vai poder dizer que a pelegada não tentou, mas a gerentona é durona, não é molinha como o ex-presidente velhaco. Isto também faz parte do jogo. Ela arrocha e ele volta para soltar em 2014.

Um programinha chuchu.

O PSDB vai ao ar com o primeiro programa eleitoral depois das eleições de outubro, em 3 de fevereiro. Depois de esconder Fernando Henrique Cardoso durante uma vida, parece que é o Al Gore da Maconha quem vai ser o astro do programa. Ele e o presidente com a batata quente na boca, jamais nas mãos, Sérgio Guerra. Para evitar que os mineiros rasguem as vestes e ateiem fogo em si mesmos, José Serra estará banido do programa. Afinal de contas, ele teve apenas 44 milhões e não é líder máximo e incontestável da oposição. Aécio Neves também não participará. E o PSDB conseguirá o fenômeno de ir ao ar sem mostrar nada do que mostrou durante toda a campanha eleitoral. O eleitor de oposição, que espera um programa crítico, pesado, ácido, que se prepare: será um programinha para lá de chuchu, ao ponto de dar saudades do marqueteiro Gonzales.

Aécio conquista um membro de peso para sua tropa de choque: José Dirceu.


 No twitter,  o presidente do PSDB em Minas, Nárcio Rodrigues, delira com o apoio do José Dirceu a Aécio Neves e bate boca com o deputado Raul Christiano, que preside o partido em São Paulo. 

Tudo pronto, estratégia traçada, homens e mulheres-chave a postos (a maioria na máquina de governo de Minas), o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) está em marcha  batida para tomar, por enquanto, o controle nacional do PSDB. Depois, com o comando do partido em mãos, ser o candidato tucano a presidente da República em 2014 desalojando o rival, candidatíssimo, José Serra. Com o que já montou, Aécio Neves conta com uma verdadeira tropa de choque a partir de Minas. Os pontas de lança são o governador que elegeu, Antônio Anastasia (PSDB), que lhe deu a máquina do Estado, e a irmã, Andréa Neves, que manteve no governo mineiro, no comando da área social e que ela já tocou nos últimos 8 anos. Mas, além dos dois, o novo senador mineiro colocou mais meia dúzia de fiéis aliados em postos/funções cruciais trabalhando a partir de Minas e do Palácio da Liberdade nesse sentido. Esse pelotão de estrategistas e de insatisfeitos com o serrismo e a hegemonia do tucanato paulista sobre o nacional conta com reforço de tucanos de outros Estados, já em, praticamente, todo o Brasil.

Alckmin, FHC, todos jogam contra José Serra


Aécio quer aproveitar exatamente esse fato de que o tucanato brasileiro está cansado da hegemonia de São Paulo, mais o centralismo e outros tropeços que seu adversário no PSDB, José Serra, deixou na esteira da campanha eleitoral do ano passado. O tucano mineiro conta com uma aliança informal com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), não assumida, mas que funciona pela ação de torpedos quase diários que o paulista lança para isolar José Serra, e com a irrefreável disposição de falar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC passou férias em Trancoso (BA) e não escondeu de ninguém: com quem conversou, transmitiu sua convicção de que, para ele, em 2014 na corrida pelo Palácio do Planalto a vez é e deve ser mesmo de Aécio.

O artigo acima, comemorado pelos tucanos de Minas, é de autoria de José Dirceu.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dilma faz feriado amanhã.

Por conta de uma homenagem programada por Gilberto Kassab(DEM-SP), prefeito de São Paulo, que vai oferecer uma medalha para o ex-vice José Alencar, a presidente Dilma não vai trabalhar no dia de amanhã. Vem até a capital paulista prestigiar Alencar e, talvez, pegar novas ordens com chefe que, ao que informam, também estará presente na festa.

Sobre a capitulação do deputado mineiro do DEM, o selo aí vale mais do que mil palavras.

 
Não tenho a sutileza e a profundidade do Reinaldo Azevedo, mas se as coisas acontecerem como estão pintando, este Blog não vai trair o Brasil. Este Blog é, tanto quanto anti-PT, anti-Aécio Neves. Porque não dá para saber o que é pior para o país. Aliás, dá. Claro que dá.

Tropa de choque ou de cheque?

Primeiro, os jornais informaram que Aécio Neves(PSDB-MG) estava formando uma tropa de choque para empurrar as suas pretensões de comandar o partido. Em seguida vem a informação de que o governo de Minas Gerais irá criar mais 1.314 cargos comissionados até 2014. A decisão consta do decreto de lei delegada 182 assinada pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) e publicado no último sábado no Minas Gerais, diário oficial do Estado. Os novos cargos representam um aumento de 28,85% no número de postos comissionados de chefia, direção e assessoramento já existentes. Do total de cargos comissionados (17,5 mil), o porcentual representa um acréscimo de 7,4%. Ao comentar recentemente a falta de espaço para a concessão de reajustes ao funcionalismo público neste ano, o próprio governador já admitiu que no Orçamento sancionado para 2011 os gastos com pessoal deverão ultrapassar o limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 46,55%, e ficar próximo do limite de 49%. Melhor seria chamar a tropa de choque de tropa de cheque.

A presidente gerente(1).

Dizem que a Dilma teve um acesso de fúria depois da reunião dos ministros. Alguns deles deixaram o cafezinho pela metade. Ela esbravejou que quer economia para chegar nos R$ 60 bi de cortes para cumprir o superavit primário. Isto sim que é uma presidente gerente! Agora vai!

Só mesmo neste país.

A notícia saiu sábado, no Corriere della Sera, da Itália, dando conta de que o terrorista assassino Cesare Battisti havia dado entrevista, direto da prisão, para tentar influenciar a decisão do STF. O blog não repercutiu para não dar escada para este sanguinário protegido pelo ex-presidente velhaco e seu ministro da Justiça onanista. Só mesmo no Brasil para um safado destes ter a regalia de dar declarações à imprensa. Aguarda-se manifestações do Marcola, do Fernandinho Beira-Mar e do Isaías do Borel para contestarem as suas penas, publicamente. É só o que falta.

DEM vai registrar em cartório o balanço das mentiras do velhaco.

Do Blog 25 - Democratas:

O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN), informa: a primeira medida da Oposição no início deste novo ano legislativo será o registro negativo das "supostas realizações" que o ex-presidente Lula da Silva apresentou em cartório. "Vamos questionar todos os projetos que o Lula diz ter executado e que foram registrados em cartório", antecipa José Agripino. O objetivo da Oposição é reestabelecer a verdade dos fatos. Para se ter idéia do tamanho da falsificação do tal balanço levado ao cartório por Lula da Silva basta dizer que o calhamaço não faz qualquer menção aos casos de corrupção que ocorreram ao longo dos oito anos do governo lulista. O ex-presidente teve a coragem, no entanto, de registrar um caderno com o seguinte tema "Gestão do Estado e combate à corrupção".

Ali, neste tópíco, Lula da Silva lista as supostas medidas adotadas nos últimos oito anos para combater desvios, como a ampliação da Controladoria Geral da União, mas não cita o mensalão, o maior escândalo de corrupção de toda a História do país. Criada no governo FHC, a CGU é citada como criação lulista. Neste ponto, a Oposição deverá informar ao país que no governo de Lula da Silva o que houve foi o aparelhanento indecoroso da CGU pelo PT, assim como a ocupação de todos os demais orgãos do Estado pelo partido. A exemplo do balanço petista, o conteúdo do documento "Balanço negativo da Era Lula", a ser registrado também em cartório pelo Democratas, será, igualmente, dividido em seis eixos. Inicialmente, os capítulos estão sendo organizados com as seguintes denominações: Plano Real e Redução de Desigualdades; PAC, a maior obra inacabada do país; A propaganda é a alma da Popularidade; Aparelhamento do Estado; Desapreço pela Democracia e Política internacional: Populismo em Alta e Democracia em baixa

Notícia sem pé e sem cabeça.

O Estadão mancheteia que Alckmin herdou de José Serra R$ 307 milhões em contratos de publicidade. Fica parecendo que o novo governador terá que gastar este valor, o que é mentira. Os contratos de publicidade são uma previsão de gastos que pode ou não ser realizada. Se Alckmin decidir não gastar um centavo, isto não gera direito para as agências de publicidade. O Estadão deveria ver quantos milhões o governo Dilma herdou. Ou qualquer outro estado. E deixar de veicular notícia sem pé e sem cabeça.

O nome disso é herança maldita.

Imaginemos se o superavit primário fosse o que deveria ser: 4,5%. Esta aí é mais uma herança maldita do ex-presidente velhaco.

Cai mais uma mentira petista: Petrobras vai comprar onde for mais barato.

A Petrobras está certa como empresa. Quem está errado é o seu presidente, José Sérgio Gabrielli, que colocou a empresa a serviço da eleição de Dilma, avalizando as mentiras do ex-presidente velhaco de que a empresa iria comprar 100% dos produtos no Brasil. Vejam a notícia da Folha:

Diante da incapacidade da indústria brasileira de atender a demanda por equipamentos e dos altos preços praticados no país, a Petrobras quer reduzir de 65% para 35% a meta de utilização de itens e serviços nacionais na exploração das novas reservas do pré-sal. Segundo a Folha apurou, a estatal já pediu ao governo para rever as chamadas metas de nacionalização, um compromisso de campanha de Dilma Rousseff.O tema da nacionalização no setor de petróleo é recorrente desde a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Programa de televisão do então candidato criticava a Petrobras por encomendar plataformas em Cingapura durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ainda no governo, Lula era um entusiasta do aumento da nacionalização. No final de 2010, durante inauguração da P-57, no Rio de Janeiro, Lula desafiou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a aumentar o conteúdo nacional de plataformas, chegando a projetos 100% brasileiros. A plataforma fora construída partir do casco de navio holandês convertido em um estaleiro de Cingapura.

Ziraldo ou Álvaro Dias?

É óbvio que a remuneração dos ex-governadores é excessiva, especialmente quando paga pensão a um Leonel Pavan (PSDB-SC) que além de trair o partido nas eleições presidenciais ainda afundou o estado em dívidas, em apenas nove meses de governo. Existem absurdos tão grandes que, em Minas Gerais, espertamente, uma lei proíbe o estado de revelar pensões pagas, só podendo fazê-lo por autorização do beneficiado. É Minas com a sua tradicional transparência na política. Mas o ponto do post é outro. Estão jogando Álvaro Dias (PSDB-PR) na fogueira porque o mesmo pediu algo que, gostemos ou não, tem direito por ter cumprido um mandato integral como governador do Paraná. O que vale mais? Um Ziraldo que recebeu indenização de R$ 1,4 milhão, além de gorda pensão vitalícia, por ter sido preso completamente bêbado, algumas vezes, pelas suas piadas no Pasquim ou Álvaro Dias que governou um dos maiores estados do país?  Com tanta safadeza, corrupção, roubalheira e ilegalidades no Brasil, por qual motivo querem crucificar quem, mesmo levando uma vantagem que não cheira muito bem no plano ético, não fez nada de ilegal? Podemos questionar um Pedro Simon (PMDB-RS) pelas suas caduquices políticas e um Álvaro Dias por ter ficado contra o próprio partido nas eleições regionais, mas até hoje nada pesa contra a idoneidade destes políticos. O tema é difícil, mas alguma coisa existe por trás de tantas denúncias . Como o PT encontrou outras formas não contabilizadas de ser remunerado, consagrando-as no mensalão, pode ser que venha daí a campanha. Ou, quem sabe, esteja partindo de alguém interessado em derrubar a liderança de Álvaro Dias no Senado e que já provou ser capaz de tudo em política. O senador paranaense não precisava sair correndo a justificar que o dinheiro seria para doações.  Poderia ter dito que usaria para montar um instituto, como o do Lula, que vai sustentar o mesmo com palestras a R$ 200 mil, dadas a empresas às quais beneficiou. Neste ponto, o velho Simon foi mais sincero e declarou: pego o dinheiro porque preciso para sustentar a minha casa. E ponto final.

Dilma abre temporada de retaliação contra os militares. Alguém esperava outra coisa?

Existe outra grande motivação para Dilma parar o processo de compra de caças e, agora, da compra de navios pela Marinha brasileira: retaliar os militares e colocá-los debaixo do tacão da esquerda. Que os melancias continuem agindo como salva-vidas da incompetência do governo petista para prever e reagir diante de tragédias. Que os melancias continuem agindo como tropa de choque para ocupar favelas e prender traficantes. Daqui a pouco vão estar defendendo as fronteiras e a soberania nacional com bodoques.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Censura petista.

O @zedutra13 bloqueou o @coroneldoblog no twitter. Tá com medo do quê, presidente? Amplie a figura para ler.

Carimbando a Dilma.

As três primeiras semanas marcaram a busca desesperada de uma imagem para a governanta. Na falta de qualidades políticas, de uma biografia consistente e tendo em vista o seu fracasso como gestora, já que o PAC começa a mostrar que não passou de uma decupagem eleitoreira, a tentativa está indo pelo viés autoritário da presidente. Ela já enquadrou o General, o Haddad, o Cabral,  Jobim e até a China. Bem, ninguém viu, mas conta-se ao pé do ouvido e a imprensa vagabunda publica e repercute. A Helena Chagas sai da sala e conta para os jornalistas:" não espalha, mas a Dilma cortou os jatinhos de todos os ministros. Precisava ver a cara da Ideli, que ia começar a curtir a mordomia". Hoje, no entanto, o Marco Aurélio Garcia se traiu e disse que a Dilma sofre de curiosidade intelectual. Ou seja: é burrinha, mas esforçada.  Ele não poderia ter acertado tão na mosca. Amanhã, com certeza, vai sair na imprensa que a Dilma deu uma enquadrada no dinossauro dos dentes podres. Está uma trabalheira carimbar a Dilma.

Ele "quema até um caminhão de crack" e trabalha pra quem lhe paga: "dotô" ou traficante.



Assista ao vídeo e responda: o lugar dele é na cadeia ou é na clinica de recuperação? Com a palavra o FHC e o Aloysio Nunes.

Ninguém no PT deu um pio para defender Abramovay, que queria soltar traficantes de droga. Aí vieram FHC e Aloysio Nunes.

Ensina a política que, quando você não tem nada para dizer, melhor ficar com a boca fechada. E que o bom político respeita o seu eleitorado e evita a defesa de pontos-de-vista pessoais, frontalmente contrários a quem o elegeu. 99% dos brasileiros não quer condescendência com traficantes de drogas. Até porque não existe pequeno traficante. O que existe é traficante pego com uma pequena quantidade, pois é norma do tráfico que eles não andem arrastando sacos de maconha, mochilas de crack e carrinhos carregados de cocaína pelas ruas. Pedro Abramovay foi demitido porque defendia que os "pequenos traficantes" fossem soltos.Ninguém do PT levantou um dedo para defender o imbecil. Nem precisava. Logo vieram dois tucanos para fazer este trabalho sujo. Vejam o que disse o senador Aloysio Nunes, no twitter:
  • Pedro Abramovay, secretário que defendeu fim de prisão para pequenos traficantes, deixa governo Dilma .
  • Quem comercializa droga ilícita p/ sustentar próprio vício, sem ligação c/ organização criminosa, age por compulsão irresistível...
  • Ele precisa ser tratado. Encarcerá-lo para cumprir pena por crime hediondo em nada beneficia a sociedade [nem a ele]...
Agora cliquem na imagem e leiam o que Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista ao Estadão, defendendo o petista demitido.  

Sobre as universidades de lata do velhaco.

Não poderia ser diferente. Um iletrado, ignorante, sem cultura, sem leitura, sem interesse em aprender, decide que criar universidades é o que o redimiria por não ter um curso superior. Por não ser doutor, bacharel, licenciado ou até um tecnólogo. Aí um bando de puxa-sacos bate palmas e sai por aí abrindo portinholas para os ratos companheiros comprarem terrenos superfaturados, lançarem pedras fundamentais e pregarem placas no brejo: aqui, mais uma universidade do velhaco. Bolonha tem mais de mil anos. E o imbecil achava que tinha reinventado a universidade.

Ex-presidente velhaco, seu incompetente ministro e a universidade de lata.


O ex-presidente velhaco anunciou a maior expansão das universidades federais da história. Nada funciona. Não tem laboratório, quando tem não tem equipamento, nao tem prédio só tem placa velha, não tem professor e tem universidade de lata, funcionando dentro de container. A revista Época mostra em fatos e fotos como a falta de planejamento aliada ao engodo eleitoreiro criaram uma rede de mentiras sobre o tema.Leia aqui.

Para Garcia, a Dilma não entende nada, mas é curiosa e interessada.

O que dá para concluir desta frase? Simples: a Dilma não entende nada de política externa, mas é curiosa e quer muito aprender com os gênios do Itamaraty. 

Ela tem um interesse muito grande pelos temas internacionais. A Dilma tem uma gigantesca curiosidade intelectual.

O pior é que não dá, desta vez, para discordar da afirmação de Marco Aurélio Garcia, o tartarento dinossauro da política externa brasileira, em entrevista para a Folha de São Paulo. Efetivamente é o que a governanta passa: uma total falta de preparo para o cargo. Aí sobram as tentativas de repercutir na imprensa as reações comportamentais da governanta, em torno das quais a imagem será moldada. Ela é durona, é frenética, é centralizadora, é gerentona, é  mandona...Ah, vão dizer que a frase acima foi uma coisa solta? Então vejam essa outra: 

Ela [Dilma] mencionou concretamente que tinha ficado contrariada com o voto na Terceira Comissão [da ONU, quando o Brasil se absteve em resolução que condenou violações no Irã]. Vamos ter, e isso é um debate que já existia no Itamaraty, de fazer com que as coisas sejam melhor trabalhadas. 

Fica no ar a dúvida:  o amigão do Fidel e do Chávez tem que "trabalhar" melhor as decisões com a Dilma ou ela será ouvida antes das decisões?  Em qualquer um dos casos, o que fica da entrevista é que a presidente não tem a mínima competência para a política externa, na voz do seu principal assessor. No máximo, ela fica contrariada porque não foi satisfeita na sua curiosidade intelectual. Ou seja: tem que ter paciência com a pobrezinha, como diria o Dr. Evil. Até porque ela é tão esforçada.
E a luta continua, companheiro, para construir a imagem da governanta. Clique e amplie para ler a matéria do Estadão.

Bolsa companheiro.

O ex-presidente velhaco vai cobrar a conta, a partir de março. E convocará empresas como a Oi, a Gol, a Portugal Telecom, os clientes do Zé Dirceu e tantas outras que foram diretamente beneficiadas na sua gestão, para contratarem as suas palestras, ao preço de R$ 200 mil cada.  Não fiquem espantados se a Petrobras, o Banco do Brasil e outras estatais arranjarem buracos na legislação para patrocinarem estes eventos. As palestras incluirão desde piadas sobre o Corinthians até a sua triste vinda para São Paulo, passando pelo menino do MEP e pela fábula do mensalão que nunca existiu.  E sabem qual será a cereja do bolo? O telefonema. Ele mostrará à seleta platéia como funciona a linha direta com a governanta, no viva voz. Abaixo, a notícia plantada na Folha de São Paulo é que o ex-presidente velhaco está passando por dificuldades financeiras:

Fora do poder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a conviver com uma situação financeira diferente daquela a que se acostumou nos últimos oito anos. Acabaram as mordomias e contas pagas pelo governo. Para engordar o orçamento, Lula começará a fazer palestras em março. Até lá, escolherá a dedo os eventos que lhe interessam. Já confirmou presença no aniversário de 31 anos do PT, em fevereiro, em Brasília. Ele voltará a ser presidente de honra do partido, mas sem remuneração pelo cargo. Lula também é esperado para o Fórum Social Mundial (6 a 11 de fevereiro), no Senegal -sua primeira viagem internacional pós-Planalto.

Estima-se que o cachê de Lula por palestra deva superar R$ 200 mil (os convites são mantidos em sigilo).O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganha cerca de R$ 90 mil por evento e faz em média 30 palestras por ano. Pela declaração de renda da campanha de 2006, Lula está em situação financeira confortável. Seu patrimônio era de R$ 839.033,52, sendo R$ 474.586,17 em aplicações bancárias. Atualizado pela inflação, o valor chegaria hoje a R$ 1.036.921,51. Se aplicasse R$ 10 mil mensais nos últimos quatro anos pela taxa Selic mais baixa, teria acrescentado R$ 629 mil ao patrimônio. No governo, Lula tinha todas as despesas pagas pela Presidência e recebia uma remuneração de R$ 11.420,21. Não abria a carteira para pagar viagens, plano de saúde, aluguel e supermercado. Agora vive uma nova realidade: uma renda mais enxuta, cerca de R$ 9.000, segundo interlocutores do ex-presidente, provenientes de duas aposentadorias: uma pela perda do dedo (invalidez) e outra de anistiado político.

No Planalto, Lula já recebia os dois benefícios: com o salário de presidente, sua renda passava de R$ 20 mil.
Além disso, Lula tinha centenas de servidores no Planalto e nos palácios residenciais (Alvorada e Granja do Torto) e todas as despesas pagas pela Casa Civil. Nos dois mandatos, os gastos pessoais e institucionais somaram cerca de R$ 56 milhões, pagos com cartões corporativos e sob a rubrica de "gastos sigilosos".Lula perdeu o salário (até 1988, os ex-presidentes tinham direito a uma aposentadoria), mas os cofres públicos ainda bancam oito funcionários a seu serviço. São quatro seguranças, dois motoristas e dois assessores, com salário de R$ 2.100 a R$ 9.000, além de dois carros oficiais e combustível à vontade.Essas vantagens são vitalícias e valem para todos os ex-presidentes. As viúvas recebem uma pensão especial, equivalente ao salário dos ministros do STF que é, hoje, de R$ 26,7 mil. Longe do Planalto, porém, Lula poderá ter revisada sua pensão da anistia, hoje em torno de R$ 3.500. Ele deu entrada no processo de revisão, previsto em lei desde 2002. Mas ficou parado nos últimos anos, para evitar conflitos de interesse. Nos próximos meses, o ex-presidente se dedicará à criação do Instituto Lula, na capital, e de seu memorial, talvez em São Bernardo. Enquanto a nova entidade não fica pronta, Lula voltará ao Instituto Cidadania, esvaziado desde sua eleição. A sede passa por reformas, mas deve sair de lá a formatação do novo instituto.

A trágica espera pelo governo do PT.

Assim como Santa Catarina espera, Pernambuco espera, o Rio de Janeiro também vai esperar. Se um sistema de defesa contra tragédias vai demorar quatro anos pelas mãos do "doutor" Mercadante, sabe quando os recursos vão chegar nos locais das tragédias? Nunca. Morto não vota. Quem vota é quem come pela mão deles, na Bolsa Família. Esta não falha. Esta chega certinho todos os meses, faça chuva, faça sol. Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler.

Fora, PT!

Tudo de ruim que acontecer no Brasil de agora em diante é a herança maldita do PT. Os petistas já mandam no Brasil 23 dias a mais do que o PSDB mandou. Nunca na história deste país um partido mandou tanto tempo. Fora, PT!